Cidadãos preparados para fiscalizar gastos públicos

Postado em 18/06/2018 – Fonte: Folha de Londrina – PR

Cidadãos preparados para fiscalizar gastos públicos

O quentão, o pé de moleque e a canjica, produtos tão comuns nessa época do ano, têm uma carga tributária pesada para o bolso de quem gosta de festa junina: 61,56%, 36,54% e 35,38% respectivamente. A camisa xadrez para compor o visual deixa 34,67% do total do seu valor para os cofres públicos. O uniforme verde e amarelo para torcer pela seleção brasileira na Copa do Mundo também não fica por menos no quesito impostos.

Atualmente, os impostos, taxas e encargos representam, em média, 33% do PIB (Produto Interno Bruto) do País. Os tributos estão inseridos em todos os produtos e serviços e variam de acordo com o produto e o tipo de empresa envolvida nos vários processos da fabricação.

Para mostrar à população o peso da carga tributária nos preços dos produtos, o Sescap (Sindicato das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações, Pesquisas e de Serviços Contábeis de Londrina e Região) realizou no último sábado (16) a terceira edição do Bolo Tributário, no Calçadão de Londrina. Um evento importante no sentido de conscientizar a população sobre o peso dos impostos em tudo o que é consumido no País. Ainda há pessoas que pensam que não pagam impostos, porque estão livres do Imposto de Renda ou não recolhem taxas como Darf.

Esse evento marcou justamente o Dia do Contribuinte, comemorado em 25 de maio, que foi instituído em 2010 para ajudar a educar e a conscientizar a população sobre seus direitos e deveres como contribuinte. Naquele ano, o brasileiro precisava trabalhar 145 dias para pagar impostos – o que já era alto. Mas atualmente está pior, pois o cidadão trabalha 153 dias para arcar com esse custo. O governo federal fica com 57% do valor arrecadado, Estados com 25% e municípios com 18%.

Mais do que mostrar quanto se paga de imposto em cada produto que compra, ações como a do Sescap ajudam a chamar a atenção para a reflexão de onde e como esses recursos são aplicados. É fato que o dinheiro pago com impostos não volta para o cidadão brasileiro na forma de serviços públicos de qualidade. Saúde, educação esegurança são exemplos de áreas onde os governos deveriam investir melhor e com mais responsabilidade o dinheiro que veio do povo. A mudança não é fácil e nem rápida. Depende muito do cidadão e da sua disposição em se envolver mais no acompanhamento dos gastos públicos.

 

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